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Goiânia

PUC Goiás sedia workshop de atualização em Influenza

Evento reuniu profissionais da área da Saúde | 15.04.18 - 09:27 PUC Goiás sedia workshop de atualização em Influenza (Foto: divulgação/PUC Goiás)A Redação

Goiânia - 
Um Workshop de atualização sobre Influenza, organizado pelas Sociedades Brasileira e Goiana de Infectologia, fo realizado na PUC Goiás com o apoio da instituição. O evento reuniu profissionais da área da saúde e acadêmicos no auditório da Área 4, no Setor Leste Universitário, durante toda a manhã.
 
Presidente da Sociedade Goiana de Infectologia, Moara Santa Bárbara alertou para a preocupante disseminação de informações incorretas nas diferentes mídias e frisou para a importância da atualização dos agentes de saúde, responsáveis pelo atendimento direto à população. “O mais importante é que as pessoas pensem nas medidas preventivas, que as conheçam. A vacinação não é a única solução”, enfatizou.
 
Entre as medidas preventivas, além da imunização por meio da vacina, foram destacadas a correta higiene das mãos, precauções como o cuidado e acompanhamento do sistema imunológico, evitar lugares fechados, isolamento etc. e a quimioprofilaxia (prevenção de patologias por meio do uso de medicamentos).
 
H1N1 ou Influenza?
Um dos vírus respiratórios em circulação, o popular H1N1 não é a única forma de manifestação do Influenza. O H1N1 é apenas um subtipo do influenzavirus do tipo A. Por ser o mais comum em nossa região, acabou se popularizando e se tornando sinônimo do vírus entre a população.
 
Além do Influenza AH1N1, também estão em circulação o Influenza AH3N2 e o Influenza B. Todos são cobertos pelas vacinas trivalentes (disponível na rede pública) e quadrivalentes (mais comum na rede particular). Essa última, inclui também outro subtivo do Influenza B, menos comum.
 
A distinção, explica a infectologista, é importante até mesmo para que a população possa se prevenir, sem gerar desespero. Em Goiânia, a desinformação tem causado a falta de máscaras descartáveis e longas filas para vacinação. “Não estamos vivendo uma epidemia do vírus, mas a do desespero. Fala-se da vacina, mas ela é só uma das formas de prevenção”, afirma. “A epidemia de pânico, a desinformação aumenta os riscos. É preciso tomar muito cuidado com as informações que são passadas”, exclama a coordenadora do curso de Medicina da PUC Goiás, professora Luciana Pineli.
 
Ao falar da atualização, a docente destaca a importância de assumir uma postura responsável até mesmo nos atendimentos informais do dia a dia. Nós, profissionais, somos formadores de opinião. Se não sabemos, precisamos ter a humildade de dizer ‘eu não sei’ e buscar a informação correta antes de disseminar informações que podem levar pessoas a terem, inclusive, comportamentos que as exponham a maiores riscos”, alerta.
 
A importância de lavar as mãos
Pode parecer clichê, mas a lavagem adequada das mãos é a forma de prevenção mais eficaz. Por ser a área de maior contato com outras pessoas e com o ambiente, as mãos devem receber atenção especial em sua higienização.
 
Conforme explica a professora Luciana Pineli, cabe a cada um evitar o contato direto das mãos com a boca e os olhos, além da higienização correta: sempre que estiverem visivelmente sujas, é necessário lavar com água e sabão; se não estiverem, o uso de álcool gel é o suficiente. “Não precisa ser um e outro, é um ou o outro. Os dois, juntos, podem aumentar a lesão na minha pele, criando fissuras que aumentam o risco de transmissão”, explica.
 
Para a lavagem, é necessário considerar toda a área das mãos, incluindo o dorso, o espaço entre os dedos, as pontas dos dedos e até os pulsos. “É importante que toda a superfície da mão seja atingida com o movimento de esfregar”.
 
A prevenção combinada, no caso de infecções por vírus respiratórios como o Influenza, tem um peso maior porque a vacina, sozinha, tem efetividade avaliada entre 40 e 60% (dados do Center for Disease Control and Prevention, dos EUA) e durabilidade de nove a 11 meses.

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