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Conhecendo o perfil do apostador brasileiro

Apostadores são cada vez mais jovens | 29.11.25 - 10:45 Conhecendo o perfil do apostador brasileiro (FOTO: DIVULGAÇÃO)
A Redação

Goiânia - 
As apostas esportivas sofreram um enorme aumento de interesse nos últimos tempos, com as casas de apostas ganhando cada vez mais espaço no dia a dia do cidadão brasileiro, e com uma enorme visibilidade, especialmente com a exposição na televisão (algo que ocorre muito durante eventos esportivos, mas também fora deles).

Mais recentemente, a regulamentação desse mercado no Brasil também teve muito destaque e as casas tem aparecido mais do que nunca, com algumas delas adquirindo até mesmo uma legião de fãs (e vários deles muito fiéis, quase como torcedores, o que de fato também mostra como o brasileiro é passional em muitas questões).

A mudança no perfil
Fato também é que o perfil do apostador mudou bastante nos últimos anos, o que é normal – tempos atrás, as apostas esportivas eram desconhecidas da maioria da população e poucas pessoas realmente tinham noção de como esse mundo funcionava, sendo algo muito limitado.

Hoje, quase toda a população tem um acesso à internet, com a normalização dos smartphones. O que junto com a legalização do mercado das apostas esportivas, essa atividade ficou ao alcance de todos, desde que sejam maiores de idade. Por outro lado, as redes sociais também têm alimentado muito as apostas, com o influencers, para além de todo o tipo de propaganda. 

Para não falar em plataformas cada vez mais especializadas, como o Wincomparator, por exemplo, com seus prognósticos de apostadores profissionais e comparador de odds. Todos esses serviços são completamente grátis e acessíveis a todos, começando pelos mais jovens, muito mais expostos.

A evolução no ambiente
Como vimos, o cenário teve uma mudança radical, agora que as casas de apostas fazem parte do cotidiano da população – não somente a exposição nos meios tradicionais, mas em um mundo onde a internet teve enorme crescimento isso também tem grande contribuição, especialmente atualmente, onde smartphones são algo também muito comum.

Com a possibilidade de fazer suas apostas – e até mesmo de outras funcionalidades, como a de assistir a jogos – a um toque de distância e em tempo curtíssimo, a popularização desse mercado era algo mais que esperado, e mais que isso, algo quase natural num mundo cada vez mais globalizado.

Quem é o apostador?
Mas afinal, qual é exatamente o perfil do apostador? Algumas pesquisas foram feitas recentemente, e isso nos dá uma boa ideia. A ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) realizou uma pesquisa em 2024, buscando analisar o comportamento financeiro da população.

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Segundo os dados apresentados, entre as classes D e E, 10% das pessoas realizaram apostas, enquanto que na classe C esse número foi de 17% e nas classes A e B, 16% das pessoas realizaram apostas.

Segundo a mesma pesquisa, dois terços dos apostadores são homens, dos 16 aos 28 anos de idade, ou seja, a geração Z. Já entre os millennials (que tem de 29 a 43 anos), os apostadores são 21% do total, contra 6% da geração X (de 44 a 63 anos) e 2% dos boomers (acima de 64 anos). 

Esses dados são importantes para sabermos, também, quem é o público-alvo das casas de apostas. Outro dado importante é que menores de 18 anos são proibidos de apostar, e com a nova regulamentação, que permite apenas depósitos via Pix ou transferências bancárias, além de confirmação de identidade, fica mais difícil para que menores tenham acesso a esta atividade.

Cruzando dados sobre os perfis
Outra curiosidade é que 25% do total dos apostadores utilizou apps para fazer apostas, mostrando o quanto os aplicativos tem sido cada vez mais importantes – e especialmente populares entre a camada mais jovem da sociedade.

Com dados da pesquisa realizada pela Sport Track em 2022, 74% dos torcedores de futebol está entre os 16 e os 44 anos de idade, mas há ainda um dado curioso – em estudo feito pelo UOL em 2022, o público do futebol era composto por 51% de homens e 49% de mulheres (o que vai contra a crença de que há uma maioria acachapante de torcedores do gênero masculino).

Entretanto, em estudo da UFMG de 2025, pouco mais de 70% dos sócios-torcedores dos clubes era de homens – um número relativamente próximo da quantidade de pessoas do gênero que mais realiza apostas, ou seja, o masculino, mostrando que quando entram em campo critérios econômicos, há uma diferença mais significativa.

Paixões que se completam
O perfil do apostador brasileiro pode ser comparado com o perfil do torcedor de futebol, dado que o esporte é um dos grandes impulsionadores desse mercado – embora também haja uma parcela significativa de pessoas que apostem em outros esportes.

O que se tem aqui é um dos reflexos da sociedade atual e que mostra algumas oportunidades e desafios no caminho, como, por exemplo, o da conscientização dos apostadores sobre essas práticas, algo que precisa ser encarado com seriedade e realismo, mas que pode ter uma nova abordagem com a regulamentação que foi implementada mais recentemente, e que também trate essa atividade como algo sério.


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