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João Pedro Otoboni

Amigos: a família que escolhemos

| 26.03.25 - 08:40
Quando falamos de amor, a maioria das pessoas imediatamente pensa no amor romântico. No entanto, há outras formas igualmente valiosas de amor, e a amizade é uma delas. Ter e ser um bom amigo é um grande ato de afeto, cuidado e conexão genuína.
 
Desde a infância, começamos a construir laços de amizade na escola, um ambiente no qual não escolhemos estar, mas onde acabamos conhecendo pessoas que podem nos acompanhar por toda a vida. Já no ensino superior, o cenário é diferente: a universidade é uma escolha, e cada estudante chega carregando uma bagagem repleta de histórias, despedidas e amizades que ficaram ou seguiram outros caminhos. No início da graduação – especialmente na primeira – é comum sentir ansiedade e insegurança. Perguntas como “Será que vou fazer novos amigos?” ou “Vou sentir muita falta dos meus amigos do colégio?” são frequentes nesse momento de transição.
 
Como alguém que está cursando sua segunda graduação, posso afirmar com tranquilidade: a vida se encarrega de colocar tudo no lugar.
 
Nenhum curso universitário é fácil – alguns exigem mais, outros menos –, mas uma coisa é certa: as boas amizades tornam essa jornada mais leve e menos solitária. Ter um grupo de apoio dentro da faculdade faz toda a diferença, seja para estudar juntos, compartilhar dificuldades ou simplesmente para proporcionar momentos de descontração.
 
Amigos: a família que escolhemos
Durante a faculdade, convivemos com diferentes tipos de pessoas: conhecidos, colegas e amigos. Os verdadeiros amigos são raros, pois não há laços de sangue que imponham proximidade. A amizade universitária é baseada em escolhas diárias – escolher estar presente, apoiar, compartilhar e construir uma relação baseada no respeito e na cumplicidade.
 
Para muitos estudantes, a entrada na universidade significa mudar de cidade e se afastar da família e dos amigos de infância. Em cursos intensos como Medicina, por exemplo, os colegas de classe se tornam a rede de apoio mais próxima, pois são com eles que os alunos passam a maior parte do tempo. Essas amizades se tornam fundamentais para enfrentar os desafios acadêmicos e emocionais que surgem ao longo dos anos.
 
As festas, comemorações e até os momentos difíceis que antes eram compartilhados com a família passam a ser vividos ao lado dessa nova família universitária. A amizade dentro da faculdade vai muito além do ambiente acadêmico – é um laço que fortalece, motiva e acolhe.
 
Uma cena que representa bem a essência da amizade está no documentário Filho da Mãe. Em um dos momentos mais marcantes, a personagem Fernanda (interpretada por Mônica Martelli) reflete: "Acho que a gente se apaixona pelos nossos amigos. Há pessoas na vida com quem apenas esbarramos, e há aquelas que realmente encontramos."
 
E são essas amizades que tornam a jornada acadêmica muito mais significativa.

*João Pedro Otoboni é formado em direito, especialista em marketing digital e estudante de medicina

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