Taíssa Queiroz
Goiânia - O prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela, o vice-governador de Goiás, Daniel Vilela, o presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab), Alexandre Baldy e o superintendente da Caixa Econômica Federal, Marciano de Freitas Matos, assinaram contrato, nesta terça-feira (1/4), para construir 768 moradias populares no município. O investimento total é de R$ 153,7 milhões. As moradias serão construidas em 3 condomínios no Residencial Alto da Boa Vista e em um conjunto habitacional no setor Vila Romana. A previsão para entrega é de até 18 meses.
Leandro Vilela afirmou que a população beneficiada receberá as casas com "boleto zero", sem custo para as famílias. ''Não tem custo para o cidadão que vai receber esta unidade habitacional para o seu convívio familiar''. Leandro ainda aponta que o município possui um défict habitacional muito alto, motivo pelo qual as casas estão sendo construídas. ''O município está recebendo as unidades habitacionais sem custo nas construções, para atender ao déficit habitacional. Para as famílias que não têm a casa própria terem essa oportunidade'', afirmou Leandro.
O vice-governador Daniel Vilela afirmou que o projeto é importante e necessário para Aparecida de Goiânia e se disse otimista com o andamento das obras, que já tiveram início. Daniel Vilela também destacou a importância da união entre os entes federativos para garantir moradia digna à população mais vulnerável. “Essa é uma parceria fundamental entre o município, o Estado e a União. São 768 moradias para famílias que dependem desses programas para conquistar a casa própria. Sob a liderança do prefeito Leandro, temos confiança de que essas unidades serão entregues com celeridade e qualidade”, declarou.
Segundo o superintendente da Caixa, Marciano de Freitas, essas obras irão beneficiar mais de 3 mil pessoas. ''Estamos muito satisfeitos de estar aqui trazendo este benefício para a população de Aparecida e possibilitando essa grande melhoria da qualidade de vida para as pessoas que serão beneficiadas'', declarou.
Para o presidente da AGEHAB, Alexandre Baldy, o modelo implantado em Aparecida é pioneiro no país. “Estamos falando de um esforço conjunto: a Prefeitura doou os terrenos e fará a infraestrutura, o Governo Federal financia e o Estado aporta quase R$ 30 milhões para transformar o Faixa 1 em Faixa 0. Ou seja, não haverá cobrança de parcelas. As famílias serão selecionadas com base no CadÚnico e nos critérios definidos pela Agehab e pela Caixa”, explicou Baldy.
Parceria
A obra será feita em parceria entre a Prefeitura, o Governo de Goiás por meio da AGEHAB e o Governo Federal com a Caixa Econômica Federal, totalizando um investimento de R$ 153,7 milhões. A Prefeitura de Aparecida tentra com a doação dos terrenos e assumindo a execução da infraestrutura urbana, como pavimentação, redes de água e esgoto e sistema viário, enquanto o Governo Federal, por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), investirá R$ 118,2 milhões. O Governo de Goiás, por meio da AGEHAB, aportará R$ 35,4 milhões para viabilizar o chamado “boleto zero”, garantindo que as famílias beneficiadas não tenham custos com as prestações dos imóveis.
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Estrutura
Os empreendimentos habitacionais contemplam quatro grandes conjuntos residenciais que somam 768 apartamentos. No Residencial Alto da Boa Vista I, serão investidos R$ 37,5 milhões, sendo R$ 29,5 milhões do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e R$ 7,9 milhões da AGEHAB. O empreendimento ocupará uma área de 48.400 m² e contará com 192 unidades, distribuídas em 12 blocos de 16 apartamentos cada. Já o Alto da Boa Vista II terá o mesmo número de unidades, área e blocos, mas com investimento total de R$ 38,6 milhões, incluindo R$ 9,1 milhões da AGEHAB.
No Alto da Boa Vista III, também localizado em área de 48.400 m², serão investidos R$ 38,7 milhões, dos quais R$ 29,5 milhões do FAR e R$ 9,1 milhões da AGEHAB, garantindo outras 192 moradias. O Residencial Vila Romana, por sua vez, será construído em uma área de 12.646 m² e terá investimento total de R$ 38,7 milhões, com R$ 9,2 milhões de aporte estadual. Todos os empreendimentos têm previsão de entrega em 18 meses e seguem o modelo padrão do programa, com blocos verticais de apartamentos e infraestrutura completa.
Todos os quatro empreendimentos contarão ainda com investimento de R$ 591 mil em projetos técnicos sociais, com foco em convivência comunitária, fortalecimento de vínculos e cidadania.