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Empreendedorismo

Mais de 140 mil mulheres goianas empreendem em casa, aponta levantamento

Elas representam cerca de 40% do total | 02.04.25 - 15:44 Mais de 140 mil mulheres goianas empreendem em casa, aponta levantamento Goiás tem mais de 350 mil mulheres empreendedoras (Foto: Freepik/Look Studio)A Redação
 
Goiânia – Na quinta edição do estudo Perfil da Empreendedora Goiana, lançado no último dia 28 durante o evento “Delas – Mulher de Negócios”, o Sebrae Goiás e o Laboratório de Pesquisa em Empreendedorismo e Inovação (Lapei/Face) da Universidade Federal de Goiás (UFG) analisaram o perfil de mulheres que desenvolvem seus negócios em casa. No estado, há 353 mil empreendedoras e quatro em cada dez empreendem em suas residências.
 
O Estado conta com mais de 140 mil mulheres goianas que empreendem em casa, o que representa 40% do total de mulheres empreendedoras. Apenas 18% das que trabalham em casa possuem CNPJ, enquanto, entre as que atuam fora, a formalidade é de 53%. O rendimento mensal médio das mulheres que empreendem em casa é de R$ 1.755, valor inferior ao das empreendedoras que atuam fora, que têm rendimento de R$ 3.412.
 
O Perfil da Empreendedora Goiana aponta que, entre os motivos para empreender em casa, estão: a redução de custos; otimização do tempo; possibilidade de conciliar trabalho e família; facilidade proporcionada pelo modelo de negócio digital; possibilidade de experimentar um novo produto ou serviço com riscos reduzidos. Por sua vez, os principais desafios de empreender na própria residência envolvem a dificuldade em separar as despesas pessoais das do negócio, a dificuldade de definir corretamente os preços dos produtos e de conciliar o trabalho com a rotina doméstica e familiar.
 
O levantamento apurou que as mulheres empreendedoras têm idade média de 42 anos, sendo que 50% se autodeclaram negras, 45% possuem até ensino médio e 35% concluíram o nível superior. Ainda segundo o estudo, a renda média das empreendedoras é de R$ 2.754 mensais, ao mesmo tempo que homens na mesma condição recebem R$ 4.361. Ou seja, o rendimento médio deles é 58% superior ao das mulheres. 
 
As mulheres dedicam 35 horas semanais ao empreendedorismo, enquanto os homens empreendedores dedicam em média 43 horas semanais ao negócio. Essa diferença pode ser explicada por questões como: acúmulo de trabalho doméstico e de cuidados com a família; redução de jornada em função da maternidade; desafios culturais, já que enquanto os homens muitas vezes são incentivados a se dedicar integralmente ao trabalho, as mulheres podem ser pressionadas a priorizar a família, o que influencia a carga horária; escolha por modelos de negócio mais flexíveis para conseguir equilibrar trabalho e vida pessoal/familiar.
 
Após a pandemia, a proporção de empresas abertas em Goiás por mulheres apresentou uma leve diminuição: passou de 44% em 2021 para 41% em 2024. As empresas abertas por homens correspondem a 59% do total. De cada 10 mulheres que empreendem em Goiás, quatro utilizam os próprios lares como base para o seu negócio, o que está acima da proporção de homens, que é de um a cada 10. 
 
A quinta edição do Perfil da Empreendedora Goiana pode ser acessado aqui
 
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